Aprender do Amor em tempos de ódio

“O amor, para ser verdadeiro, tem de doer. Não basta dar o supérfluo a quem necessita, é preciso dar até que isso nos machuque” (Madre Teresa de Calcutá)

O amor não é uma ingenuidade de principiante, o amor não é um sonho dos que se machucaram pouco, dos que ainda não viveram o suficiente para tocar a realidade e as frustrações típicas dos relacionamentos humanos. O amor não é idealização dos que receberam pouca ingratidão, dos caminhantes de início, dos que ainda têm poucos band-aids nas costas. Em muito tendemos a achar que o amor não é a solução diante de tantas experiências negativas, diante de todos os nossos esforços de sermos melhores no amor sendo jogados no lixo com ingratidão, o quanto muitos nos viram a cara, se afastam por tentarmos ajudá-los, exortá-los.. A realidade é que é óbvio que muitos saem da igreja por não saberem lidar com as repreensões e com as críticas, sabemos que muitos são ariscos com as correções. Mas, é nesse momento que ponho-me a fazer um exercício reflexivo, o que seria de nós se Deus desistisse de nos amar? O que seria de nós se Deus desistisse da sua essência que é o amor? (1jo 4,8). Eu sei o quanto parecemos ingênuos, idealizadores, sonhadores quando insistimos nessa palavra. Mas, é ela o tempero da nossa vida. O que nos falta é compreender e chegar a apreensão do amor maduro, deixando de lado as doces ilusões do amor romântico. É saber que o amor é uma mão de vias, é preciso fermentar o amor não só de quem repreende, mas, o amor de quem escuta. “Tudo o que fizerdes, fazei-o com base no amor”, o diálogo é estabelecido quando há amor em quem fala e amor em quem escuta. Basta olharmos para o amor com o qual acolhemos os conselhos, as correções do Senhor, é sempre como aquele que acolhe uma realidade de ser melhor. O amor de quem repreende não se estabelece em plenitude sem o amor de quem ouve. Nem penses que o amor é alienado, o amor não é um seguimento cego, pois isso inviabilizaria que fôssemos instrumentos de edificação para o outro, o amor cego, que com tudo concorda de nada serve, pois não está atento, não auxilia no crescimento espiritual e pessoal, principalmente quando o catecismo nos diz que fomos criados em estado de caminhada (CIC, §302); caminhada pressupõe desacertos momentâneos e irmãos que nos ajudem a encontrar o caminho, independente de quanto você já percorreu, existem lugares desconhecidos para todos. Assim, nunca desista do amor, nem de construí-lo de forma madura, apenas porque muitos não amaram na escuta, no respeito à disponibilidade do outro. Nunca desista do amor por se deparar com ingratidões, nem no primeiro erro do irmão ou seu. Também ponho-me a fazer essa reflexão junto com todos que estão lendo nesse momento, pois sou a primeira a mais precisar aprender. E que, sobretudo, não nos acostumemos a cultura de ódio como um sapo dentro de uma panela que ferve paulatinamente, pois, estaremos caminhando para o fim. É preciso que tenhamos os olhos voltados para o amor. E só é possível amar reconhecendo-nos humanos para compreender a humanidade do outro e amá-lo nela.
Minha sugestão de hoje: Leia sobre a vida de São Pedro e busque nela em quais momentos ele aprendeu a amar. Um beijo, meus amores.

Bruna Santana – Missionária da Comunidade Católica Resgate.

Nos passos da Mãe Aparecida – História

Foi em 1717 que uma imagem simples e quebrada transformou a fé de um povo até receber o título de Padroeira do Brasil.foram encarregados de conseguir peixe para o banquete que a Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá iria oferecer a Dom Pedro de Almeida e Portugal, o Conde de Assumar, que na época também era o Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, e estava visitando a região no período de 17 a 30 de outubro de 1717. Foi após várias tentativas de pesca, que os três pescadores que veio nas redes em dois pedaços: primeiro o corpo e em seguida, rio abaixo, a cabeça. Os pescadores que antes não tinham conseguido pescar nada, encheram as suas redes com uma quantidade abundante de peixes. Antes de levarem os peixes para o banquete, entregaram os pedaços da estátua a Silvana da Rocha Alves, esposa de Domingos, irmã de Felipe e mãe de João, que reuniu as duas partes com cera, e a colocou num pequeno altar na casa da família, agradecendo a Nossa Senhora o milagre dos peixes. Nascia ali uma devoção, reunindo todos os sábados os moradores da região para rezarem o terço e cantarem a ladainha.

Entre 1717 e 1732 a imagem peregrinou pelas regiões de Ribeirão do Sá, Ponte Alta e Itaguaçu. Em 1732 Felipe Pedroso entregou a imagem a seu filho Atanásio Pedroso que construiu o primeiro oratório aberto ao público.                                                              Entre 1717 e 1732 a imagem peregrinou pelas regiões de Ribeirão do Sá, Ponte Alta e Itaguaçu. Em 1732 Felipe Pedroso entregou a imagem a seu filho Atanásio Pedroso que construiu o primeiro oratório aberto ao público.

Em virtude da expansão da devoção a Nossa Senhora ‘Aparecida’ das águas o vigário de Guaratinguetá, padre José Alves Vilela, e alguns devotos, construíram no ano de 1740 uma pequena capela. Na capela acontecia a reza do terço e o cântico das ladainhas, mas não se celebrava a Eucaristia.

Em 1743, o vigário pe. Vilela fez um relatório dos milagres e da devoção do povo para com Nossa Senhora Aparecida e enviou ao Bispo do Rio Janeiro, Dom Frei João da Cruz, para que ele aprovasse o culto e autorizasse a construção da primeira igreja em louvor a imagem que ficou conhecida como Mãe Aparecida. A aprovação aconteceu em 5 de maio em 1743.

A igreja foi construída no Morro dos Coqueiros, atual colina onde está localizado o centro da cidade de Aparecida, em terra doada pela viúva Margarida Nunes Rangel, com escritura passada em 6 de maio de 1744. A inauguração da igreja, que deu também origem ao Santuário, aconteceu na festa de Santa Ana, no dia 26 de julho de 1745. Nesta ocasião foi inaugurado também, o povoado com o nome de ‘Capela de Aparecida’. No dia 25, a imagem foi levada em solene procissão a nova igreja e colocada no nicho do altar. No dia 26 aconteceu a benção da imagem e a celebração da primeira missa.
Dom Pedro I, durante sua viagem ao Rio de Janeiro e São Paulo, passou no Santuário de Aparecida. D. Pedro,
caso resolvesse favoravelmente sua complicada situação política. Isto ocorreu no dia 22 de agosto de 1822. Quinze dias depois, em 7 de setembro, em São Paulo, nascia o Brasil independente, pelo brado histórico do príncipe que se tornaria o primeiro imperador com o
nome de D. Pedro I.

O imperador Dom Pedro II e a imperatriz Teresa Cristina estiveram em 1843 e em 1865 na capela de Aparecida, para rezar diante da imagem.                                                                                                  A festa da Aparecida no ano de 1868, até então celebrada em 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição, foi encerrada com a participação de uma pessoa especial. A princesa Isabel, herdeira do trono brasileiro, quis participar das celebrações ao lado de seu marido, o Conde d’Eu, na esperança de obterem da Senhora Aparecida a graça de um herdeiro.

ornado com 21 brilhantes, representando as 20 Províncias do Império mais a capital.

Anos depois, em 1884, a princesa Isabel voltava a Aparecida em reconhecimento pela graça recebida. Feliz, vinha acompanhada não só do esposo, mas dos três herdeiros, os príncipes D. Pedro, D. Luís e D. Antonio

A princesa novamente quis honrar a imagem da Senhora Aparecida oferecendo-lhe dessa vez, uma coroa de ouro 24 quilates, 300 gramas, cravejada de brilhantes. Essa mesma coroa serviu, vinte anos depois, para a solene coroação da Imagem, por ordem do Papa São Pio X.

:: Conheça a história
dos mantos e as coroas
da Imagem de Nossa
Senhora Aparecida ::

Em 24 de junho de 1888 Dom Lino D. R. de Carvalho, bispo de São Paulo inaugurou a igreja conhecida como ‘Igreja de Monte Carmelo’ (Basílica Velha). Essa construção teve como personagem principal Frei Joaquim do Monte Carmelo, pois foi ele quem se dedicou integralmente aos projetos dessa obra.

:: Monte Carmelo marca a história de Aparecida ::

A igreja, hoje denominada Basílica Velha, foi reformada e ampliada em 1768. O primeiro vigário do Santuário foi o padre Joaquim Pereira Ramos. Em 1817 a Igreja recebeu uma aquarela feita pelo pintor austríaco Thomas Ender, por ocasião de sua passagem pelo Santuário. No ano de 2004 a Matriz Basílica de Aparecida passou por uma restauração, a sua reinauguração foi em fevereiro de 2015.

:: Conheça o primeiro Santuário de Nossa Senhora Aparecida ::

Em 1893 houve muitas mudanças significativas com a criação da Paróquia de Aparecida e a concessão à “Basílica Velha” do título de Episcopal Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, assinada por Dom Lino Deodato Rodrigues, Bispo de São Paulo em 28 de novembro.
Em 1894 os Missionários Redentoristas chegam a Aparecida, provenientes da Baviera, Alemanha, para se dedicarem ao cuidado pastoral do novo Santuário, onde permanecem até os dias atuais. A Congregação do Santíssimo Redentor assinou o contrato assumindo oficialmente o Santuário de Aparecida em janeiro de 1895.

:: Redentoristas no Brasil::

Foi sob a inspiração de Dom Joaquim Arcoverde, Arcebispo do Rio de Janeiro, primeiro Cardeal do Brasil, que surgiu a proposta da coroação da imagem de Nossa Senhora Aparecida.
O tema foi sugerido em 1901, na primeira Conferência dos Bispos da Província Meridional do Brasil, realizada em São Paulo. O pedido foi aceito pelo Papa Pio X e a solenidade marcada para 8 de setembro de 1904.
A missa aconteceu na praça do Santuário, presidida pelo Núncio Apostólico, Dom Júlio Tonti. O bispo de São Paulo, Dom José de Camargo Barros coroou a imagem.

:: Viva a mãe Deus e nossa ::

Em 2 de março de 1906 o Papa Pio X concedeu a realização de missa e ofício dedicados a Nossa Senhora Aparecida, isto é, foram introduzidos textos no Missal e no Breviário da Igreja. A licença anterior, concedida por Leão XIII em 1895, fixava as celebrações da festa somente no primeiro domingo de maio, sem Missa e Ofício próprio.

Além dos textos religiosos, algumas colaborações de leigos foram incorporadas à devoção no Santuário como a canção “Viva a Mãe de Deus e Nossa”, hino da romaria que comemorou o primeiro aniversário da coroação da imagem, composta pelo Conde José Vicente de Azevedo.

Em 1908, Dom Duarte Leopoldo e Silva pediu e conseguiu o título e o privilégio de Basílica Menor para a Matriz Basílica. A dignidade foi concedida por Pio X, em 29 de abril de 1908, e executada com a sagração do templo por Dom Duarte, no dia 5 de setembro de 1909.

Em 1925 o Papa Pio XI concedeu aos fiéis, que visitassem o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, os privilégios de indulgências plenárias, e aos sacerdotes que acompanhassem as peregrinações, foi autorizada a celebração de Missa Votiva Solene, no altar da Imagem, para favorecer a piedade e a devoção dos fiéis.
No final de 1925 o reitor do Santuário, pe. José Francisco Wand iniciou a construção de uma capela como lembrança da pesca da imagem. A capela foi inaugurada em 6 de abril e 1926.

:: Porto Itaguaçu onde tudo começou ::

A autonomia do distrito de Aparecida à cidade de Guaratinguetá aconteceu no final da década de 1920. Em 1925, o deputado Rangel de Camargo, com o argumento de que a população de Aparecida já ultrapassava dez mil habitantes, número mínimo exigido para emancipação, submeteu o Projeto 34 ao Legislativo, ainda sem parecer favorável. Com o apoio do presidente do Estado, Júlio Prestes, o projeto foi reapresentado e aprovado. Em 17 de dezembro de 1928, a Lei 2.312 criou o município de Aparecida. A data escolhida para essa cerimônia foi o dia 8 de setembro de 1929, marco do Jubileu de 25 anos de Coroação da Imagem de Aparecida. A solenidade foi acompanhada do II Congresso Mariano (5 a 7 de setembro), convocado para exaltar os “conhecimentos de Maria Santíssima” e tornar Nossa Senhora Aparecida a Padroeira Principal do País.
Foi durante o Congresso Mariano que o líder do episcopado brasileiro Dom Sebastião Leme, Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, apresentou aos bispos a proposta para pedir a Santa Sé que declarasse Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil. A declaração aconteceu em julho de 1930, pelo papa Pio XI. No final de 1930, Dom Sebastião Leme tomou a iniciativa de realizar uma festa para a proclamação de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. A grande manifestação popular foi organizada para acontecer no Rio de Janeiro no dia 31 de maio de 1931. Em trem especial e enfeitado, a Imagem foi conduzida para o Rio de Janeiro, saindo de Aparecida. Era a primeira vez desde 1889, que a Imagem saia de seu Santuário. Mais de um milhão de fiéis aguardavam no Rio para participar das celebrações.
Oração de consagração a Nossa Senhora Aparecida rezada durante a
festa de proclamação como Padroeira, feita por Dom Sebastião Leme:
A festa da padroeira foi fixada no dia 7 de setembro, dia da Pátria.
Na Revolução Constitucionalista de 1932 o nome da linha de combate foi uma homenagem a Nossa Senhora Aparecida denominando-se Batalhão Padroeira do Brasil. O nome foi uma determinação feita pelo Estado Maior do Exército Constitucionalista. Essa é a data cívica mais importante do Estado de São Paulo, celebrada no dia 9 de julho.

:: A Revolução de 1932 e o Batalhão Padroeira do Brasil::

Em 1945 a imagem de Nossa Senhora saiu do Santuário de Aparecida para participar da concentração popular Noite de Nossa Senhora. A imagem foi recebida pelo arcebispo de São Paulo, Dom Carmelo Mota no dia 14 de julho na Praça da Sé, para participar de uma vigília.

Até 1946, a Imagem permaneceu no estado em que foi encontrada: com o pescoço quebrado e sem as partes laterais do cabelo que pendiam até os ombros. Nesse estado, a Imagem sempre ficou exposta no nicho do Santuário para veneração dos fiéis.

No ano de 1946, o reitor do Santuário, pe. Antônio Pinto de Andrade, pediu ao pe. Alfredo Morgado que tentasse consertá-la. No dia 29 de maio daquele ano, ele retirou a imagem do nicho e a levou para o convento, onde passou o dia no trabalho de restauro da Imagem. Além de colar a cabeça ao tronco, acrescentou as partes laterais do cabelo. Usou para isso uma massa preparada com raspas de peroba e cola.

Esse trabalho não teve duração, pois a massa se deteriorou pelo calor das lâmpadas do nicho. Padre Antão Jorge, reitor do Santuário, pediu em 1950 a outro confrade, pe. Humberto Pieroni, que estudasse outra possibilidade de restaurar a Imagem. Foi utilizado então, massa de cimento, reforçando com um pino de alumínio a junção da cabeça ao tronco, repondo também o cabelo. Esse trabalho foi duradouro e resistiu até o atentado de 1978.

Em 16 de maio de 1978, o jovem Rogério Marcos de Oliveira, 19 anos, residente em São José dos Campos, veio até Aparecida e, à noite, conseguiu quebrar o vidro do nicho e retirar a Imagem. Apanhado no ato pelo guarda do Santuário deixou a Imagem cair, quebrando-a em mais de 200 partes.
Com todo cuidado os pedaços foram levados em sigilo para o MASP (Museu de Arte de São Paulo), onde a restauradora Maria Helena Chartuni trabalhou 33 dias para reconstituir a imagem.
em um carro aberto do corpo de bombeiro e foi recebida por uma multidão que esperava no entorno do Santuário Nacional e na
Rodovia Presidente Dutra.
A primeira ideia de construção surgiu em 1917, por ocasião das celebrações do bicentenário do Encontro da Imagem. O projeto tomou forma ainda sob o arcebispado de Dom Duarte Leopoldo e Silva em São Paulo, mas sua realização estava condicionada à conclusão das obras da Catedral da Sé.
Simbolicamente, o local das futuras obras recebeu, no dia 8, uma procissão com a imagem de Nossa Senhora Aparecida.
A solenidade de lançamento da pedra fundamental do novo Santuário teve a participação do clero e de autoridades civis em 10 de setembro de 1946. Porém na madrugada ela foi roubada. E em agosto de 1954, com a plataforma da construção e a canalização do córrego da Ponte Alta que passava aos pés do Morro das Pitas, foi renovado o ato da Bênção da pedra fundamental. O Cardeal Legado Dom Giovani Piazza celebrou missa às 10h30 e, após a missa,
O projeto da nova Basílica foi encomendado pelo Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, em setembro de 1947, ao arquiteto Benedito Calixto de Jesus. A estrutura e os cálculos do concreto armado eram do engenheiro civil Paulo Franco Rocha. O início efetivo da construção ocorreu em 11 de novembro de 1955.
A primeira missa no local aconteceu no dia 11 de setembro de 1946, presidida pelo Cardeal Motta.
A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) em sua Assembleia de 1953 determinou que a festa da Padroeira do Brasil fosse celebrada no dia 12 de outubro. Uma das razões para a escolha dessa data foi a aproximação da época do encontro da Imagem, que ocorreu na segunda quinzena de outubro de 1717.
Por ocasião da visita do Papa II ao Brasil, o então Presidente da República, General João Batista Figueiredo, promulgou a Lei n. 6.802, de 30 de junho de 1980, “declarando feriado federal o dia 12 de outubro para o culto público e oficial a Nossa Senhora Aparecida”, conforme consta no Diário Oficial da União de 1º de julho de 1980
Em 1955, a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi apresentada no 36º Congresso Eucarístico Nacional, realizado de 17 a 25 de julho, no Rio de Janeiro. Essa seria a segunda visita da Imagem ao Rio, desde a Coroação em 1931.
A paróquia de Aparecida foi elevada à Arquidiocese pelo Papa Pio XII, em 19 de abril de 1958, e instalada solenemente pelo Núncio Apostólico, Dom Armando Lombardi, em 8 de dezembro, no recinto do novo Santuário ainda em construção. Sob os limites territoriais da Arquidiocese ficaram Aparecida, Guaratinguetá e Lagoinha. Depois vieram Roseira (1965) e Potim (1991) como municípios emancipados.

Na reunião inaugural da Comissão Permanente da CNBB, em 1952, o Cardeal Motta dirigiu ao clero e ao povo uma convocação para o Primeiro Congresso Mariano da Padroeira do Brasil para o ano de 1954, coincidindo com o Congresso Mariano Nacional, edição do Jubileu de Ouro da Coroação (comemorados a cada 25 anos, desde 1904) e das festividades do quarto centenário de fundação da cidade de São Paulo.

Na reunião inaugural da Comissão Permanente da CNBB, em 1952, o Cardeal Motta dirigiu ao clero e ao povo uma convocação para o Primeiro Congresso Mariano da Padroeira do Brasil para o ano de 1954, coincidindo com o Congresso Mariano Nacional, edição do Jubileu de Ouro da Coroação (comemorados a cada 25 anos, desde 1904) e das festividades do quarto centenário de fundação da cidade de São Paulo.

A imagem de Nossa Senhora Aparecida participou do Congresso da Padroeira do Brasil, desde a abertura (4) até o dia sete de setembro, quando, numa grande solenidade, deixou São Paulo para encerrar os festejos em Aparecida.

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) em sua Assembleia de 1953 determinou que a festa da Padroeira do Brasil fosse celebrada no dia 12 de outubro. Uma das razões para a escolha dessa data foi a aproximação da época do encontro da Imagem, que ocorreu na segunda quinzena de outubro de 1717.
Por ocasião da visita do Papa II ao Brasil, o então Presidente da República, General João Batista Figueiredo, promulgou a Lei n. 6.802, de 30 de junho de 1980, “declarando feriado federal o dia 12 de outubro para o culto público e oficial a Nossa Senhora Aparecida”, conforme consta no Diário Oficial da União de 1º de julho de 1980.
Em 1955, a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi apresentada no 36º Congresso Eucarístico Nacional, realizado de 17 a 25 de julho, no Rio de Janeiro. Essa seria a segunda visita da Imagem ao Rio, desde a Coroação em 1931.
A paróquia de Aparecida foi elevada à Arquidiocese pelo Papa Pio XII, em 19 de abril de 1958, e instalada solenemente pelo Núncio Apostólico, Dom Armando Lombardi, em 8 de dezembro, no recinto do novo Santuário ainda em construção. Sob os limites territoriais da Arquidiocese ficaram Aparecida, Guaratinguetá e Lagoinha. Depois vieram Roseira (1965) e Potim (1991) como municípios emancipados.
Para melhorar o acesso dos peregrinos no trajeto entre as duas basílicas, o Santuário conseguiu o apoio do governo federal para a construção de uma passarela. A ideia foi lançada em 13 de julho de 1969, numa visita do Ministro dos Transportes, Mario Andreazza, a Aparecida.
Em 7 de agosto de 1969 foi assinado, por Andreazza e pelo então Presidente da República, Marechal Artur da Costa e Silva, o Decreto-Lei 747, que alterava o “Plano Nacional de Viação”. No Art. 1º era constituída a “BR-488, a ligação BR 116 ao Santuário Nacional de Aparecida”.

Qual a missão dos Anjos?

“Os anjos oferecem a Deus as nossas esmolas, recolhem até os nossos desejos, fazem valer também diante de Deus os nossos pensamentos… Sejamos felizes de ter amigos tão prestativos, intercessores tão fiéis, intérpretes tão caridosos”. Porventura, não são todos eles espíritos servidores, enviados ao serviço dos que devem herdar a salvação? (Hb 1,14). Os anjos estão presentes desde a criação do mundo (cf. Jó 38,7); são eles que fecham o paraíso terrestre (Gn 3,24); protegem Lot (Gen 19); salvam Agar e seu filho (Gen 21,17); seguram a mão de Abraão para não imolar Isaac (Gen 22,11); a Lei é comunicada a Moisés e ao povo por ministério deles (At 7,53); são eles que conduzem o povo de Deus (Ex 23, 20-23); eles anunciam nascimentos célebres (Jz 13); indicam vocações importantes (Jz 6, 11-24; Is 6,6); são eles que assistem aos profetas (1 Rs 19,5). Nos Evangelhos eles aparecem na infância de Jesus, nas tentações do deserto, na consolação do Getsêmani; são testemunhas da Ressurreição do Senhor, assistem a Igreja que nasce e os Apóstolos, enfim… prepararão o Juízo Final e separarão os bons dos maus. Toda a vida de Jesus foi cercada da adoração e do serviço dos Anjos. Desde a Encarnação até a Ascensão eles o acompanharam.

     A Sagrada Escritura diz que quando Deus introduziu o Primogênito no mundo, diz: “Adorem-no todos os Anjos de Deus” (Hb 1,6). Até hoje a Igreja continua a repetir o canto de louvor que eles entoaram quando Jesus nasceu: “Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência divina” (Lc 2, 14). São eles que protegem Jesus na infância (Mt 1, 20; 2, 13.19); são eles que servem Jesus no deserto (Mc 1,12); o reconfortam na agonia mortal (Lc 22, 43); eles o poderiam salvar das mãos dos malfeitores se assim Jesus quisesse (Mt 26, 53).

Da mesma forma que os anjos acompanharam a vida de Jesus, acompanharam também a vida da Igreja, e a beneficia com a sua ajuda poderosa e misteriosa (At 5, 18-20; 8,26-29; 10,3-8; 12,6-11; 27,23-25). Eles abrem as portas da prisão (At 5, 19); encorajam Paulo (At 27,23 s); levam Filipe ao carro do etíope (At 8,26s), etc. São Paulo acentua a subordinação dos anjos a Cristo vitorioso sobre o pecado e a morte (Hb 1,7-14; Ef 1, 21; Cl 2, 3). Na Festa dos Santos Arcanjos, a Igreja reza ao Senhor assim: “Ó Deus, que organizais de modo admirável o serviço dos anjos e dos homens, fazei sejamos protegidos na terra por aqueles que vos servem no céu. (Oração do dia). O Catecismo nos ensina que: “Ainda aqui na terra, a vida cristã participa, na fé da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus” (§336). “Quando o Filho do Homem vier na sua glória com todos os seus anjos…” (Mt 25,31).

     Ministros da Liturgia celeste

No Apocalipse os Anjos aparecem como ministros da liturgia celeste, oferecendo a Deus a oração dos justos. “Na minha visão ouvi também ao redor do trono, dos Animais e dos anciãos, a voz de muitos anjos, e número de miríades de miríades e de milhares de milhares bradando em alta voz: Digno é o Cordeiro imolado de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a glória, a honra e o louvor” (Ap 5, 11). “Eu vi os sete Anjos que assistem diante de Deus. Foram lhes dadas sete trombetas. Adiantou-se outro anjo, e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está diante do trono. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus” (Ap 8,2-5).

Na Liturgia a Igreja se associa a eles para adorar o Deus três vezes Santo: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus do universo…”. Na despedida dos defuntos a Igreja roga: “Para o Paraíso te levem os anjos”.

Na Festa dos Santos Arcanjos a Igreja ora assim: “Nós vos apresentamos, ó Deus, com nossas humildes preces, estas oferendas de louvor; fazei que levados pelos anjos à vossa presença, sejam recebidas com agrado e obtenham para nós a salvação” (Sobre as oferendas).

     Prof. Felipe Aquino (Com. Canção Nova)

Leia também: Quem são os Anjos?

Os anjos sabem o que se passa em nosso interior?

Onde estão os anjos na Liturgia da Igreja?

Qual a diferença entre anjos e arcanjos?

Podemos relacionar-nos com os anjos?

Uma curiosidade sobre os Anjos

A existência dos Anjos

O que é a verdade?

     Pilatos indagou Jesus: “O que é a verdade” (João 18, 38), porém a “verdade” estava à sua frente, mas ele não conseguia enxergar. Disse Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14, 6). É preciso primeiramente conhecer a “Verdade” e não simplesmente saber sobre ela. Claro que isso consiste em praticar a “verdade”, por isso, independentemente de como enxergamos ou não enxergamos a “verdade”, ela não mudará, ela não deixará de ser a “verdade”: Jesus é a “verdade”!
     Vivemos numa era em que muitas pessoas procuram a verdade em diversos lugares, coisas ou pessoas, construindo um relativismo em si mesmas. O relativismo não é a verdade, eu não a tenho por mim, nem em mim mesmo, você não a tem, ninguém a tem, quem achar que tem está enganando a si mesmo e caindo na armadilha da mentira, isto é óbvio, e se disser que a tem está enganando aos outros. Eu tenho minha opinião, você tem a sua, o outro também tem. Devemos respeitar a opinião de cada um mas não somos obrigados a concordar. Mas onde buscaremos finalmente uma definição para a “verdade”? Antes perguntemos a nós mesmos: Onde está o meu coração? Qual o real desejo do meu coração? Procuro a “verdade” ou quero eu mesmo construí-la? (Mateus 6, 21).
     Na velocidade das informações em que nos circundam nesse mundo moderno, temos que ter muito cuidado com as “opiniões”, elas dão origem ao “relativismo” significando que cada pessoa pode ter a sua “verdade”. Cuidado com o pai da mentira, ele só quer enganar, roubar, matar e destruir (João 8, 44; 10, 10).
     Eu sou um grande pecador, todos sabem disso. Sabemos que pecamos porque erramos muitas vezes contra Deus e contra o próximo, mas preciso dizer também que procuro a “verdade” todos os dias para praticá-la, e já deu para perceber de mais onde a procuro e busco. Sou cristão, e como tal não devo procurar em outros lugares porque sei que não a encontrarei. É nas palavras de Jesus que encontraremos a “verdade” e a vida. E como pecador que crer eu não desisto, porque ouço a sua voz a me chamar a “verdade” (Marcos 2, 17). A verdade está em Cristo Jesus. Ele é a verdade. Ninguém fora Ele é a verdade e sem Ele não há verdade nem vida.
       Paz a todos, na verdade!
         Antonio Alexandre (Missionário)
         E-MAIL: aasilva09@gmail.com

A LIBERDADE DE DIZERMOS AINDA NÃO.

 

  1. “A mais premente necessidade de um ser humano era tornar-se um ser humano” (Clarice Lispector)

Se eu fosse pensar o cenário das nossas ultimas conversas juntos aqui na coluna com certeza seria uma serie sobre como reconhecer-nos humanos. Está nas mãos do Eterno se esse será ou não o ultimo texto do que poderíamos chamar serie “Humanidades” e se iniciaremos uma deliciosa partida para outros temas. Jesus tem ministrado muito na minha vida através dessa palavra: Humanidade. Ele tem ministrado na minha vida através da vivência da minha humanidade. Confesso a vocês que não tem sido fácil lidar com tudo que há em mim e com toda a quebra de expectativas externas, mas, há a fé inefável de que Ele está me levando para um bom lugar. Lembro-me de há alguns anos o nosso fundador da Resgate profetizando para mim o quanto eu era um diamante bruto e o quanto eu iria ser lapidada e provada no fogo e o quanto essas marteladas de lapidação iriam doer, mas, no final, uma bela peça estaria sendo formada. E eu vejo isso acontecer hoje e vejo o quanto Deus tem algo me esperando lá na frente, sabe? (É engraçado quando a gente começa a profetizar na nossa própria vida, eu sei, mas isso deveria acontecer mais vezes, sabia? Porque tu é dEle, não esquece). E Jesus tem presenciado o Seu agir na minha trajetória também através de meios humanos. Através de amigos, de contas de missionários no instagram e no quanto os stories de cada um fala sobre permanência e sobre a perseverança deles enfrentando tudo aquilo que eu também estou passando, através de circunstâncias, de sentimentos e da terapia. Sim, sou missionária. Sim, prego a palavra. E, sim, faço terapia. Uma coisa não exclui a outra. Existem em nós questões espirituais das quais necessitamos da ajuda de um diretor espiritual: um missionário experiente que já está acostumado a direcionar, um padre, diácono e afins. E existem, obviamente, as nossas questões psicológicas que implicam nossos pensamentos, formas de agir, nossas convicções e construções mentais, muita coisa que está cristalizada em nós desde a nossa infância, dos contextos que crescemos; e que, muitas vezes, nos impregnam de inseguranças, medos, traumas que nos impedem de dar passos mais largos na vida que escolhemos viver e no meio disso tudo necessitamos da ajuda de um profissional da área que compreenda todas essas questões, processos e estruturações da nossa mente. Isso não é tirar de Deus o poder dEle de fazer todas as coisas na nossa vida, de nos curar e tudo isso, mas, o contrário, é saber que Ele vai usar de muitos meios para demonstrar o cuidado dEle na tua existência, porque nEle nos movemos, vivemos e somos (At 17, 28-30) e todo o universo fala de Deus.  O exercício do meu ministério como pregadora da palavra e do ministério pessoal que sou eu para Deus me despertou a necessidade de trabalhar em mim algumas dessas coisas que interferiam no meu “dar o melhor para Deus, pela missão e por mim”, como a insegurança, o medo da exposição, das criticas, das expectativas que construíram sobre mim, etc. Sim, se vocês notaram bem eu falei “ministério pessoal que sou eu para Deus”, porque nós somos ministérios vivos de um Deus vivo. Precisamos cuidar dessa casa, da preciosidade e do instrumento que nós somos para Deus. É interessante o quanto dizemos que somos morada do Eterno, que somos sacrários vivos e esquecemos tanto de cuidar desse sacrário.

Quando nós percebemos a bagunça que está habitando dentro desse ministério, a gente se incomoda, sabe? Porque o Espírito Santo é ordem, é ordenador. E quando vamos desvendar de onde veio toda essa desordem, percebemos que não conseguimos organizar a bagunça porque estamos presos em muitos lugares, em muitos “algos”, estamos reféns, escravizados por muitas coisas. Então, começa a surgir na nossa alma o desejo de liberdade. Em algum momento até podemos confundir essa liberdade com a liberdade de fazer qualquer coisa, de não ter limites, de não ter dono, de não ter regras. Mas, a liberdade que falo aqui é uma liberdade que vai além, é uma liberdade de reconhecer que ainda não. Como assim? É porque nós quando assumimos um lugar de cristão ou de qualquer outra coisa na vida, nós criamos um ideário voltado à perfeição e muitas vezes as pessoas criam e nós mesmos criamos imagens de nós, baseada em fragmentos, que excede quem somos, e nós nos sentimos na obrigação de a todo custo corresponder aquela imagem e nos abstemos, na maioria dessas vezes, de quem verdadeiramente somos, pelo medo de não sermos mais amados com a mesma intensidade, medo de sermos deixados de lado e retirarem de nós tudo aquilo que nos confiaram. Ficamos presos em sempre agradar e sempre corresponder às expectativas. As pessoas criam e nós mesmos também criamos imagens negativas ou positivas de nós mesmos, mas, não podemos – de forma alguma – ficar presos a nenhuma dessas representações. Vou contar a vocês minha experiência para que fique mais palpável ao entendimento.  Por muito tempo as pessoas se acostumaram com uma imagem minha de meiga, fofa, “perfeitinha” e elas, em algum grau, esperavam de mim isso, por muito tempo o meu ego foi acariciado por essas imagens, até ficar difícil suportar, principalmente quando comecei a sair da adolescência para a idade adulta (jovem-adulta), quando se tornou sacrificante e angustiante mostrar-me em uma imagem tão livre de maculas, pois, as fases de transição nos reservam a mostra de nossa fragilidade, é quando estamos nos deparando com inúmeras situações novas e ainda estamos aprendendo a lidar com tudo. Precisei então tomar as rédeas do meu processo e dizer para muitas pessoas e para mim mesma que AINDA NÃO. Ainda não sou santa (e como estou distante…), que ainda não conclui meu processo, que ainda não sou tudo aquilo que é projeto de Deus na minha história. Que ainda estou em caminhada. Que ainda estou em construção. Que ainda estou aprendendo. Assumi as rédeas de assumir para o mundo as minhas verdades, que Deus ainda está trabalhando em mim. Que muitas vezes ainda fraquejo no ardor da oração e da leitura da palavra. Que eu não preciso ser meiga o tempo inteiro. Que existe uma versão inteira dessa menina aqui que inclui positividades e negatividades, mas, nunca exclusivamente uma ou exclusivamente outra. Mas também não permita que te façam acreditar que tu é inútil, que tu se reduz aos teus defeitos, que tu não é tão bom, muito menos capaz. Liberdade é a graça de ser em Deus longe dessas cadeias, de viver as suas nuances, as suas faces diante de Deus sem precisar ser pela obrigação de manter alguém ao seu lado, sem medo de perder algo. Porque tudo o que Deus te der para ser teu, para fazeres, para ser responsável, para ser ministro dEle, vai independer de tudo isso, vai independer se te “veneram” ou se não vão com a tua cara, se gostam ou se não gostam do teu jeito de ser, se concordam ou discordam das tuas atitudes. Os projetos de Deus independem disso, por isso, não deixe de servir. O serviço a Deus não depende do que pensam a teu respeito, “veja você que, no final das contas é entre Você e Deus e não entre você e os homens” (Madre Teresa de Calcutá). Por isso, assumir nossa humanidade em Deus, sem esconder nada do que existe dentro de nós e que está em processo, é romper com cadeias. E isso, é a maior liberdade que o homem anseia em seu interior. A liberdade de só ser. Se alguma pessoa pode sair da tua história porque você é quem você é, saiba que ela não precisa ficar. Deus encontrará os caminhos certos para ela. Também não permita que permaneçam pessoas que te impedem de ser quem você é de verdade, que te fazem se sentir culpado por você ser quem é. Porque Jesus não é assim. Ele vai te ajudar a alcançar a melhor versão de ti, mas, sem jamais te fazer sentir pesado e angustiado por ser você. A lição que fica hoje é que o mínimo que pudermos criar de imagens das pessoas que habitam ao nosso redor seria algo muito muito muito massa, porque podemos estar as escravizando sem perceber, achando que estamos cuidando, protegendo, contribuindo. Que o Senhor sempre nos dê muita sabedoria e discernimento para cultivar a nós mesmos e as nossas relações.

Muitas vezes, as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas. Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro. Seja gentil assim mesmo.

Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e inimigos verdadeiros. Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo. Seja honesto e franco assim mesmo.

Se você tem paz e é feliz, as pessoas podem sentir inveja, Seja feliz assim mesmo.

O bem que você faz hoje pode ser esquecido amanhã. Faça o bem assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante. Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja que, no final das contas, é entre você e Deus e não entre você e os homens.

(Madre Teresa de Calcutá)

Paz e bem, Resgatianos. Beijos da Bru :*

Bruna Santana
Missionária Comunidade Resgate

 

ACEITAR NOSSA HUMANIDADE

Parei um pouquinho os meus estudos para refletir um pouco sobre alguns sentimentos. Mais cedo uma pessoa que nem conheço me procurou para pedir oração e desabafar – uma garota de 16 anos – ela me contava sobre suas angustias de viver as esperas de Deus e sobre sua crise vocacional. Depois disso um ministro de música que conheci nas missões há pouco tempo veio me dar a boa noticia de que mais uma vez ministraríamos juntos em um encontro de jovens e começamos a conversar empolgadamente, falando de como seria bom haver altos shandará (gíria pessoal para momento de oração e partilha fervoroso), falávamos sobre ousadia e sobre acreditar no Deus de ousadia. Mas, minha cabecinha humana me transportou para momentos em que eu não fui tão ousada assim, para os momentos que eu errei e erro, para os momentos que tenho medo, me fazendo pensar se o que eu estou transmitindo para as outras pessoas é aquilo que eu sou 100% do tempo. PORÉEM, ao mesmo tempo me permiti pensar: O que eu sou em Deus? Ousada, acredito em sonhos, tenho os momentos de ser aquela dos incentivões, bora a gente consegue, vamos acreditar no Espirito Santo. E no escondidinho do meu quarto choro e tenho medo. Sou  tudo isso. O que essa contradição me revela? Não duas faces, não uma falsidade. Mas, um ser humano que está como qualquer outro vivendo, aprendendo e se deixando moldar por Deus, aos poucos. Um ser humano que ainda vai errar algumas muitas vezes, que vai tropeçar outras tantas.

Então, penso também no meu olhar para as outras pessoas, para as pessoas que são para mim inspiração de fé e imagino que essas pessoas também têm os seus momentos de “contradições” e que isso é o maior desafio que elas travam em relação si mesmas, que elas são tão humanas quanto eu sou, que elas não estão sendo menos de Deus por causa disso e que apesar de tudo isso, o que brilha mais é aquilo que elas são em Deus, e que essa luta é a maior prova de amor que elas dão a Ele todos os dias. É voltar a dizer sim sempre que errou, sempre que caiu. Existe um pensamento lindo que vi em um dos primeiros livros que li do Professor Felipe Aquino dizendo que Deus não se preocupa tanto com a nossa vitória (porque ele já sabe que vai acontecer, ele é poderoso para nos fazer vencer), mas, que para Ele importa mais que estejamos tentando. E esse é um dos maiores presentes que podemos dar a YHWH como jovens: O nosso continuar tentando, sem desistir e, nessa jornada, encontrá-lo na nossa humanidade. Descobrindo um Deus que conhece profundamente a nossa humanidade.

Nós como jovens precisamos nos acolher e nos tranquilizar em Deus. Vivemos uma cultura imediatista que também lança raízes profundas desse modo de vida no jeito como olhamos a nós mesmos. Queremos ser perfeitos agora, queremos deixar nossos erros para trás de uma hora para outra, como se magicamente tudo fosse se distanciar da gente sem muito esforço. A gente não tem um olhar lançado à frente e isso nos impede de enxergar o processo acontecendo. Não enxergando o processo, nosso coração não fica tranquilo porque a gente acha que nada tá acontecendo, que a gente continua errando, que não tem jeito para gente, que é melhor desistir, que a gente não presta para servir porque a gente tem nossos lados podres que continuam insistindo em aparecer. Mas, pera ai, larga dessas ideias e acompanha o raciocínio:

Como Deus se revela na nossa vida?  Quando nos decidimos por viver em Deus isso não quer dizer que nós tenhamos de largar toda e qualquer coisa. Embora ainda precisaremos de um período mais afastados, em retiro pessoal, distantes de algumas coisas para melhor processarmos tudo aquilo que Deus está nos chamando e que o barulho do mundo nos impede de ouvir: Essa voz que nos chama com amor. Esse período também é fecundo para que possamos repensar e fazer uma análise de como está a nossa vida, da importância exagerada que damos a determinadas coisas e a outras não. E, assim, à luz da revelação de Deus a gente vai vendo o que está fora do lugar e precisa ser colocado no lugar. Revemos nossas prioridades, voltamos nosso olhar para aquilo que é mais importante naquele momento, pois, é aí onde geralmente Jesus inicia o nosso processo de cura junto conosco, seja na nossa família, na nossa afetividade, nas nossas amizades, em algum aspecto do nosso caráter e da nossa subjetividade. Isso não quer dizer que vamos ficar distantes para sempre, mas, nesse tempo vamos encontrar o equilíbrio interior necessário, um novo modo de olhar o mundo, para que nossas relações com as pessoas e coisas possam sempre glorificar a Deus ou para que possamos levar nem que seja um pouquinho do nosso Deus para as pessoas e realidades que vivemos. Então, se acalma hoje, tudo bem? E apenas escuta a voz de Deus e o que Ele te fala sobre o teu ser tão humano. Por isso, é importante qe você não recrimine sua humanidade, mas que encontre nela Jesus.

Que o Amado e a Virgem Santíssima te cuidem. Beijinhos. :*

Bruna Santana
Missionária Comunidade Resgate