Missão é sobre amar

Te convido a antes de ler as próximas linhas rezar comigo um Pai Nosso e uma Ave Maria…

Iniciar estas reflexões com a oração foi-me um recurso didático, pois, toda ação missionária começa sempre através de um novo encontro com Cristo. Mas, o que é a missão? O Papa Francisco nos ensina que a missão “é uma paixão por Jesus e, simultaneamente, uma paixão pelo seu povo” (Carta do Papa Francisco ao Cardeal Filoni, 22 de outubro de 2017).

Te convido agora a pensar em todas as vezes que alguém te levou a Jesus… Desde a primeira vez até a ultima. Será que em todas elas você foi dócil? Ou apresentou resistências? Nem sempre a missão é fácil, pois, nem sempre encontramos as ovelhas com os corações abertos, disponíveis. Muitas vezes a ovelha que se perdeu está machucada, resistente, cheia de defesas, até mesmo agressiva depois de tantos sofrimentos e maus tratos pelo mundo a fora, cheia de medo. Essa realidade nos exige um pouco mais da paciência e todas as virtudes que 1 Corintios 13 nos anuncia e isso exige coragem, nem sempre é simples e fácil.

Mas, se não fossem as pessoas que, em Cristo, nos amaram na nossa pior versão como estaríamos hoje? Se não deixassem  o coração ser preenchido da paixão por Jesus a ponto de serem capazes de diante das próprias misérias estender a mão ao próximo, muitos poucos de nós estaríamos aqui hoje. Somos chamados também a deixar que o Amor de Cristo habite em nós de tal forma que sejamos missionários no nosso cotidiano. Enxergando aqueles que tidos como invisíveis precisam que com Jesus digamos: Eu te enxergo. Muitas vezes achamos que a missão está em um país distante, mas, pode estar na sala de espera do dentista, ao teu lado.

O Santo Padre fez de Outubro o mês missionário extraordinário com o tema “Batizados e enviados: A igreja de Cristo em Missão no mundo”. Esse chamado não termina com o fim deste mês, ele deve ressoar diariamente nas nossas almas. E, como Maria, possamos dizer sim as missões que nos são confiadas pelo Altíssimo diariamente e que este sim ressoe por toda a eternidade.

Sete dicas para rezar frutuosamente o rosário segundo João Paulo II

Rezar o rosário requer dedicação

Desde a juventude, a oração do rosário teve um lugar importante na vida de São João Paulo II. Ele mesmo testemunha: “O Rosário me acompanhou nos momentos de alegria e provações. A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei sempre conforto”. A oração predileta de São João Paulo foi o Rosário.

Na sua encíclica, o Rosário da Virgem Maria (Rosarium Virginis Mariae), ele mostra que essa oração simples e profunda do rosário tem grande significado, além de gerar frutos de santidade, pois, ainda que sua característica seja mariana, no seu âmago é uma oração cristológica. Assim, para melhor contemplarmos o rosto de Cristo com Maria, vejamos algumas dicas que o próprio santo nos apresenta em sua encíclica, para melhor rezarmos o rosário:

1- Ritmo tranquilo e uma certa demora para pensar no mistério

Muitas pessoas rezam o terço com pressa, agitadas, impacientes, ou seja, deixam o reflexo do mundo imediatista tomar conta dessa oração. O rosário é uma contemplativa, requer um ritmo tranquilo das orações e reflexão sobre cada mistério que se está rezando. Cada mistério bem meditado ilumina o mistério do homem.

2- Pode-se fixar um ícone ou outro elemento visível e figurativo

Enunciar o mistério com a possibilidade de fixar um ícone ou outro elemento visível e figurativo que o represente é como abrir um cenário sobre o qual se concentra a atenção. Facilita-se a concentração do espírito no mistério, principalmente quando o Rosário é recitado em momentos particulares de prolongado silêncio.

3- Ler uma passagem bíblica

Para dar fundamentação bíblica e profundidade à meditação, é útil que a enunciação do mistério seja acompanhada pela proclamação de uma passagem bíblica alusiva, que, segundo as circunstâncias, pode ser mais ou menos longa. Isso ajuda a ouvir a voz de Deus e, até em determinadas ocasiões, essa passagem bíblica pode vir com um comentário posterior.

4- Silenciar

Após a enunciação do mistério e a proclamação da Palavra, é conveniente parar um tempo e fixar o olhar sobre o mistério meditado, antes de começar a oração vocal.

5- Realçar o nome de Cristo, acrescentando-lhe uma cláusula evocativa do mistério

Acrescentar ao nome de Jesus uma cláusula evocativa do mistério intensifica a fé cristólogica, sobretudo na recitação pública. Por exemplo, se contemplamos o mistério do nascimento de Jesus, podemos rezar: “Ave Maria… fruto do vosso ventre Jesus”, “que nasceu em Belém”. Santa Maria… Em cada mistério que se contempla acrescenta-se uma cláusula para ajudar na meditação.

6- Destacar o “Glória”

A glorificação trinitária de cada dezena é o apogeu da contemplação, pois estamos continuamente na presença do mistério das três Pessoas divinas para as louvar, adorar e agradecer. Na recitação pública, pode-se cantar para dar maior destaque ao “Glória”.

7- Terminar cada um dos mistérios com uma oração

Dessa maneira, a contemplação dos mistérios poderá manifestar melhor toda a sua fecundidade, uma vez que ela terá maior ligação com a vida cristã e se obtém os frutos específicos da meditação desse mistério. São João Paulo ensina que percorrer com Maria as cenas do Rosário é como frequentar a “escola” de Maria para ler Cristo, penetrar nos seus segredos, compreender sua mensagem. Dentre todos os seres humanos, ninguém como ela conhece melhor Cristo. Portanto, torna-se necessário rezar adequadamente o rosário, pois assim Cristo é formado no discípulo plenamente.

Como rezar o terço?

Papa São João Paulo II dedicou uma encíclica ao Santo Terço. Nela, o Santo Padre afirma:

“O Rosário coloca-se ao serviço do ideal de que, pela fé, Jesus habita os corações, oferecendo o ‘segredo’ para abrir-se mais facilmente a um conhecimento profundo e empenhado de Cristo. Digamos que é o caminho de Maria, o caminho do exemplo da Virgem de Nazaré, mulher de fé, silêncio e escuta. É, ao mesmo tempo, o caminho de uma devoção mariana animada pela certeza da relação indivisível que liga Cristo a Sua Mãe Santíssima: os mistérios de Cristo são também, de certo modo, os mistérios da Mãe, mesmo quando não está diretamente envolvida, pelo fato de ela viver d’Ele e para Ele. Na Ave-Maria, apropriando-nos das palavras do Arcanjo Gabriel e de Santa Isabel, sentimo-nos levados a procurar sempre de novo, em Maria, nos seus braços e no seu coração, o fruto bendito do seu ventre (cf. Lc 1,42)” – Trecho da Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, do Sumo Pontífice São João Paulo II.

Entenda como rezar o terço

Inicie: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Em seguida, reza-se a oração do Creio e do Pai-Nosso, três Ave-Marias e o Glória ao Pai.

Depois de realizadas essas orações, contempla-se, antes de cada dezena, o mistério do Terço rezado naquele dia.

Segundo a prática corrente na Igreja:

  • As segundas-feiras e os sábados são dedicados aos mistérios da alegria – “gozosos”:

1º mistério: Anunciação do anjo a Maria;
2º mistério: Visitação de Maria a Santa Isabel;
3º mistério: Nascimento do Menino Deus;
4º mistério: Apresentação de Jesus no Templo;
5º mistério: Perda e encontro de Jesus.

  • As terças e sextas-feiras são dedicadas aos “mistérios da dor”:

1º mistério: Oração e agonia de Jesus no Getsémani;
2º mistério: Flagelação de Cristo;
3º mistério: A coroação de espinhos;
4º mistério: A subida ao Calvário;
5º mistério: A morte na cruz.

  • As quarta-feiras e os domingos são dedicados aos “mistérios da glória”:

1º mistério: Ressurreição do Senhor;
2º mistério: A ascensão de Jesus;
3º mistério: Pentecostes – A vinda do Espírito sobre Maria e os apóstolos;
4º mistério: Maria assunta aos céus;
5º mistério: Maria coroada Rainha dos anjos e dos santos.

  • A quinta-feira é dedicada aos “mistérios da luz”.

1º mistério: Batismo de Jesus no Jordão;
2º mistério: Milagre de Jesus nas bodas de Caná;
3º mistério: Anúncio do Reino de Deus com um convite à conversão;
4º mistério: Transfiguração do Senhor;
5º mistério: Instituição da Eucaristia.

Depois de contemplar o mistério referente à dezena rezada, recita-se um Pai-Nosso e dez Ave-Marias.

Finaliza-se o Santo Terço com a Oração da Salve-Rainha.

Abaixo seguem as orações do Santo Terço:

Creio

Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, Seu único Filho Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

Pai-Nosso

Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje e perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Não nos deixeis cair em tentação, mas nos livrai do mal. Amém.

Ave-Maria

Ave-Maria, cheia de graça! O Senhor é convosco e bendita sois vós entre as mulheres. Bendito é o Fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós, os pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória ao Pai

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.

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Salve Rainha

Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degradados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei. E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto de vosso ventre. Ó clemente! Ó piedosa! Ó doce sempre Virgem Maria! Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

“À luz da própria Ave-Maria, bem entendida, nota-se claramente que o carácter mariano não só não se opõe ao cristológico como até o sublinha e exalta” (Rosarium Virginis Mariae).

Formação Canção Nova

O Tempo Quaresmal favorece o nosso autoconhecimento

No tempo da Quaresma, a Igreja nos propõe gestos concretos que favorecem o nosso autoconhecimento
Sócrates, filósofo grego da Antiguidade, encantou-se com a convocação “Conhece-te a ti mesmo” inscrita na entrada do Templo de Delfos, em Atenas. O dizer é considerado um aforismo, ou seja, um texto breve que enuncia uma regra, um pensamento, um princípio ou uma advertência. Nesse caso, parece ser um princípio e uma advertência importantes também para os homens e as mulheres do mundo atribulado de hoje. De fato, o autoconhecimento tem sido tema de muitos cursos não somente na área da filosofia, da psicologia ou de outras disciplinas das chamadas “humanas”, mas também executivos, administradores, economistas, vendedores e outros profissionais têm descoberto aquilo que encantou Sócrates.

É essencial conhecermos a nós mesmos e termos sempre os pés no chão de nossa história, de nossas vivências da infância, da adolescência, observando nossa personalidade e nossas características próprias, as quais nos fazem ser quem somos. Para tanto, precisamos olhar para nós mesmos e buscarmos compreender nossos sentimentos, nosso modo de nos relacionarmos com as pessoas, com Deus, nossas características positivas (virtudes) e negativas (vícios, limites).

Quem conhece a si mesmo adquire uma segurança interior e uma estabilidade maior, que lhe possibilitam elementos sólidos de lidar bem com as eventualidades da vida, com os sofrimentos, com aquilo que não nos agrada. No tempo da Quaresma, a Igreja nos propõe três gestos concretos que favorecem o nosso autoconhecimento: a Oração, a Esmola e o Jejum.

A oração é um meio eficaz de nos aproximarmos de Deus, descobrirmos n’Ele o Absoluto de nossa vida, e n’Ele encontrarmos o nosso verdadeiro “eu”. A esmola é um ato concreto que demonstra o nosso desejo de nos comprometermos com a vida daqueles que sofrem, dos excluídos e, ao mesmo tempo, do desejo de nos apegarmos, cada vez mais, aos bens perenes. O jejum, por sua vez, é uma atitude que recorda o nosso desejo de termos o domínio sobre os nossos próprios desejos interiores, mantendo o equilíbrio sobre nós mesmos.

Esses três gestos (muito práticos) fazem com que nos exercitemos em conhecer a nós mesmos. A partir deles (embora sejam gestos singelos e simples), podemos aprofundar o nosso modo de nos relacionarmos conosco, com os outros e com Deus. Para nós cristãos, conhecer a nós mesmos é, antes de tudo, reconhecer a primazia de Deus na nossa vida, reconhecer n’Ele nossa origem e para onde caminhamos. Conhecer a nós mesmos é saber que não estamos sozinhos e precisamos nos comprometer com as demais pessoas, principalmente com aqueles que mais sofrem, a quem devemos ser solidários.

Por fim, é possível afirmar que o “Conhece-te a ti mesmo” que inquietou e encantou Sócrates também encantou a Igreja e deve nos encantar. Que utilizemos os meios recomendados pela Igreja, sábia Mãe e Mestra, para conhecermos melhor a nós mesmos e, assim, caminharmos cada vez mais serenos rumo à plenitude, à felicidade pensada por Deus para cada um de nós.

Pe. Josimar Baggio, scj.

Fonte: Site Canção Nova

Não faça desta Quaresma apenas mais uma em sua vida

A Quaresma é um período de luta contra satanás
“Concedei-nos, ó Deus Todo-poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma, para que a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal”.

A linda oração que abre este artigo trata-se de uma súplica entoada por toda a Igreja por ocasião da cerimônia de imposição das cinzas na Quarta-feira de Cinzas. Ela pode ser encontrada tanto no Missal quanto no Breviário Romano, e apresenta com singular clareza a tonalidade geral do Tempo Quaresmal: período de combate “contra o espírito do mal”. Assim, a Quaresma pode ser concebida como a etapa, por excelência, de luta contra os espíritos malignos.

Se recorrermos à Palavra de Deus, perceberemos que, após o batismo de Jesus e antes de sua vida pública, Jesus se retirou para o deserto e lá permaneceu por quarenta dias inteiros (cf. Mt 3;4). Sua permanência no deserto de nada possui um sentido de passividade, pelo contrário, lá, Jesus aniquilou todas as investidas do diabo. Ele jejuou, orou, combateu e triunfou sobre o mal. Com o seu exemplo, mostrou àqueles que seriam seus seguidores, o modo de combater. Por isso, durante a Quaresma, com todo esmero, devemos observar a prática do jejum e a luta cotidiana contra o diabo que se manifesta, dia e noite, por meio das tentações: pensamentos maldosos, momentos de raiva, julgamentos, maledicências (…).

Como surgiu o período quaresmal?
Desde os primeiros séculos do cristianismo, havia o costume de se fazer um curto período de jejum antes da Solenidade da Páscoa com um sentido de preparação para essa significativa celebração cristã. Aos poucos, esse curto período de tempo foi se estendendo e deu origem ao período da Quaresma como se tem hoje.

Esse tempo privilegiado da Quaresma se estende por cinco semanas. Inicia-se na Quarta-feira de Cinzas e encerra-se na Quinta-feira Santa, antes da Missa da Ceia do Senhor (exclusive). O número de dias da Quaresma não se relaciona apenas com os 40 dias que Jesus esteve no deserto. É associado também a muitas outras passagens bíblicas como os 40 dias e as 40 noites do dilúvio (cf. Gn 7, 12); os anos em que o povo hebreu perambulou no deserto (cf. Nm 14, 33) dentre muitas outras passagens.

Tempo de sobriedade e de exercícios espirituais
Durante todo o período quaresmal, a Igreja, pedagogicamente, incentiva a sobriedade. Basta notar a ornamentação dos espaços litúrgicos. Evitam-se as flores coloridas e melodias musicais extravagantes. Ao contrário, incentiva-se o silêncio que deve ser continuamente exercitado e resgatado em tempos de extremos ruídos. Esse silêncio exterior deve ajudar o fiel a encontrar-se com Deus e consigo mesmo. Silêncio considerado até mesmo ascético para o homem moderno, tão acostumado ao barulho. Silêncio que propicia a contemplação.

Assim como todas as sextas-feiras do ano, a Quaresma é um período próprio para os exercícios espirituais. Tempo de penitência, privações voluntárias como o jejum e a esmola; abstinências e outras formas de mortificação; orações, leitura e meditação das escrituras. Período, acima de tudo, para exercitar a caridade (cf. CIC 1438).

Todos esses importantes exercícios espirituais não devem ser vistos como um peso, senão, como um extraordinário meio de purificação. Eles auxiliam os fiéis a recordarem que o pecado traz gravíssimas consequências para todo o Corpo Místico de Cristo, sendo assim, um período propício para detestar o pecado e levar a todos às obras de misericórdia, ao Sacramento da Reconciliação e à Eucaristia.

Em suma, durante a Quaresma, cada fiel, na intenção da Igreja, deve aproximar-se um pouco mais daquele tipo de vida cristã mais perfeita, experimentada pelos ascetas e pelos santos. Não viva, caríssimo internauta, esse tempo de qualquer maneira. Que esta não seja apenas mais uma Quaresma de nossas vidas.

Para concluir este artigo, gostaria de deixar uma estrofe de um Hino rezado por toda a Igreja nesse Tempo Quaresmal durante o ofício das leituras dos dias de semana:

Agora é tempo favorável,
divino dom da Providência
para curar o mundo enfermo
com um remédio, a penitência.

Deus abençoe você e até a próxima!

Gleidson Carvalho
Fonte: Site Canção Nova

É tempo de fazer uma revisão interior

Deus nos convida a fazer uma revisão e a mudar muitas coisas em nossa vida
Esses dias, arrumando meu quarto, fiquei com preguiça de desencostar da parede um armário de roupas para eu poder limpar atrás dele, mas logo me veio no coração que, atrás dele, mesmo estando bem encostado na parede, poderia ter muita sujeira. Então, resolvi desencostá-lo da parede para verificar. E não é que, para minha maior surpresa, tinha muita sujeira mesmo! Acho até que, se juntasse a sujeira de todo o quarto, não daria o tanto que estava atrás daquele armário. Esse é um fato muito comum em nossa faxina do dia a dia, mas Deus me falou muito com isso, principalmente neste tempo de Quaresma, quando Ele nos convida a fazer uma revisão e a mudar muitas coisas em nossa vida.

Deus colocava em meu coração que, muitas vezes, nos acomodamos com o que estamos vivendo, ou seja, não damos passos para crescer, para mudar de vida, para sairmos da mesmice que vivemos. Ficamos, com isso, estagnados em nosso processo de crescimento pessoal e espiritual.

Outra coisa importante é que muitas coisas estão amarradas em nossa vida, não avançam, não progridem, pois não buscamos retirar as sujeiras, os entraves e os entulhos das áreas mais escondidas do nosso coração, ou seja, aquelas áreas que mais relutamos em deixar Deus tocar, mesmo sabendo que Ele, sendo Onisciente, sabe de todas as coisas, vê todas as coisas e nada lhe fica oculto. Mas porque Deus também é amor e respeita nossa liberdade, quando nos decidirmos a não O deixar visitar essas áreas de nosso coração, Ele respeita nossa decisão.

Termino esta minha partilha com vocês dizendo que, se nós não temos a disposição de mudar nosso exterior, nunca mudaremos nosso interior. Por isso, meditemos um pouco sobre como anda o exterior de nossa vida, com tudo o que comporta nosso exterior, ou seja, nossa aparência, nosso sorriso, nosso olhar, nossas atitudes e até a maneira como organizamos nossos pertences pessoais, pois Dom Bosco sempre dizia que o interior de um guarda-roupa reflete como anda o interior de nosso coração.

Na certeza de que nosso exterior reflete o nosso interior, façamos à luz do Espírito Santo, que ilumina todas as trevas em nossa vida, uma boa revisão de vida.

Deus o abençoe!

Fabrício Pegoraro
Fonte: Site Canção Nova